domingo, 28 de junho de 2020

Eu vou ser muito honesto com o que eu sinto realmente sobre a minha vida. Eu nunca quis mais do que eu podia ter, nunca almejei nada que não fosse simples e profundo. Eu vivo uma vida morta e sem dúvidas eu já estou morto por dentro e meu corpo é uma carcaça de falsas esperanças. Eu nunca pensei que tudo terminaria assim, meus amigos, as pessoas com quem eu transei. Minha vida inútil
e insignificante é um delírio que por vezes eu romantizo. Eu perdi o controle desse show de horrores e ta tudo bem, eu rumo e marcho cantarolando se for preciso. Eu sofro vivo mas espero. Em um belo dia ou noite eu saberei que o fim chegou e cortarei meu pescoço ou darei uma facada no peito. É mórbido e bonito pra mim. O meu fim será o começo. Eu vivo no inferno dos vivos pagando minha penitência. O meu lugar é enterrado com as larvas se deliciando com meu podre corpo de podridão. Sexo e todas essas coisas que as pessoas conseguem tornar escapes não funcionam comigo, eu posso fazer o quanto sexo conseguir, me drogar o quanto eu conseguir, nada me faz melhor. Eu sou vazio Me desculpem, mas eu sou vazio e o vazio sempre ocupou um espaço infinito.