domingo, 18 de fevereiro de 2024

Por hoje é nada

 No auge da minha doença, o ar que oxidando meus pulmões dão espaço para o alumínio mortal. Registros que vocês que lêem podem achar poético ou doentio, pra mim nada mais faz cócegas, estou sem vida nesse exato momento. Fumando e tomando café em uma tarde quente escrevendo para leitores inimagináveis. Tudo que é bizarro se torna aclamado pela internet depois de um suicídio, não é mesmo? Eu escolhi morrer com asfixia mecânica, por isso eu falei de alumínio ali em cima. Pretendo obstruir minhas vias aéreas e ter uma parada cardiorrespiratória e morrer sem consciência de coisa alguma. Ou é só mais um Adeus que vivo dando, a questão é que ele vem, o final sempre vem. O que é certo é não passar dos 27, hoje tenho 25, tenho estimado de vida 2 anos para nunca falarem que foi sem motivos, documento de toda uma dor online. Meus motivos pessoais eu posso colocar aqui mais tarde. Minha amiga virtual sarah nites sumiu das redes sociais. Sinto que ela morreu, parte de mim quer acreditar que ela conseguiu se libertar desse mundo, outra parte só sabe chorar pois a única pessoa que me entendia se foi. 

Por hoje eu não sinto vontade de nada, nada me motiva

Nada e mais nada.

 Como se fosse sensato o vazio querer preenchimento.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

Epígrafe

 Essa é a frase solta de uma epígrafe que se perdeu no tempo, uma frase repetida mil vezes até virar verdade. O longo caminho de um sofredor moderno trilhando com angústia os prazeres e desgostos de uma vida infundada que ninguém pediu para tê-la. 

Eu amadureci nesse Blog dores e desabafos fúnebres, criando a minha coragem de atentar contra minha própria existência. O único questionamento filosófico, o único sentido real a ser entendido. Qual a merda do valor da vida? Ela merece ser vivida e quem tem a resposta disso?

Minha dor há tempos que não me cabia no peito, que sorriso usarei hoje pra tecer uma mentira contagiante. O fato sincero é que o fim sempre chega desde que foi anunciado, o fim trilha um caminho reto desde a sua anunciação e isso sim é um fato. Sentindo o puro egoísmo de não se importar com os meios, os fins se tornam justificáveis com a própria loucura.

O Adeus mais formal possível para uma vida cheia de mentiras sorridentes, Adeus meus semelhantes, Adeus.