sábado, 29 de fevereiro de 2020

Aconteceram coisas e essas coisas me aproximam mais ainda ao fundo do rio.
Uma agonia reviravolta no meu papel encenado com prazer duvidoso, um drama sem fim que eu protagonizo ora rindo, ora chorando. 
Devido ao caos que me cerca minhas escolham diminuem, o grande ato final vira uma lembrança ruim eterna, do menino no fundo do rio.
Não é mensagem suicida
É uma verdade premeditada.


''Com pedras nos seus pés
finalmente a vida fora vencida por mim.
com os olhos para sempre molhados, indicando um choro sem  fim.
finalmente foi descansar, no eterno limbo de temor.''

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Tem uma lacuna enorme de coisas na minha vida que eu não sei lidar, eu nunca lidei realmente.
Amigos vieram tão rápido quanto se foram. O ato de eu escrever em um Blog já me irrita, sempre falo de mim, como se eu tivesse grande importância. Sinto dor aqui dentro e dói, tudo dói, preciso buscar ajuda, não pelo medo de me suicidar, apenas dói e eu quero que passe.
Não tenho mais tempo pra essas coisas
Não tenho mais tempo pra essas vidas
Todos seguem e eu me vejo bêbado no meio fio rindo de minha própria desgraça
Meu medicamentos fazem falta, meus antigos amigos também fazem de certa forma
Me coloquei nessa situação e preciso sair antes que o mundo caia sobre mim e acabe catatônico em cima de alguma cama vegetando no passado que me segue.

Sinto falta das coisas que eu não tenho mais e me corrói, pelos céus me tirem desse buraco que eu mesmo fiz questão de cavar.
Sempre grato
sempre afogado em minhas próprias alucinações.

domingo, 23 de fevereiro de 2020


Box molhado

Eu estava no banho depois de demorar minutos pra entrar naquele box grande, com aquelas cortinas de motel barato. Eu tava animado, ouvindo música animada, duradouro momento.
Coloquei a mão na cabeça, perto da nuca, inclinei meu corpo para o lado da parede, e resolvi me dispôr a pensar. Mesmo sabendo que seria uma derradeira má ideia, porque depois não haveria volta. Como último recuso de tristeza, coloquei Blowin in the wind do Bob Dylan e as palavras cantarolantes dele, viraram verdades naquele momento, como em tantos outros. A santa magia acabou.
 Meus ''amigos'' não são meus amigos, são apenas mais almas a procura da não solidão que eu já estava mergulhado. Foi o momento epitáfio da minha morte, colocaram a placa de morto em cima de mim, com dizeres bizarros e eu não pude fazer nada. Naquele momento eu era apenas mais uma pessoa no mundo, sozinha e melancólica, apenas mais um menino triste em meio a tantas outras mentes perturbadas. Eu era o nada que nunca quis me tornar. Minha mão tremia com a ideia de ser só mais um. Conformado penteio o cabelo e vou escrever o que acabará de sentir. e mesmo assim o vazio contínuo ficava coçando no meu peito.Hoje faço de mim o eterno e último momento. Existir é saber da futilidade e aceita-lá. Sejamos francos, façam a futilidade querer ir embora ou seremos assim, sozinhos e sempre presos naquele box com cortina de motel.

Sei eu de nada

eu to vivo e respirando, estudando e esperando crescer algo além de monotonia e desespero em minha vida. Nem tudo é dor, as vez tudo é só a vida mesmo, a forma que eu reajo as coisas e as consequências de como reagi. As pessoas se fazem mais confusas que eu e eu não tenho controle sobre a vida de ninguém. Se for pra sentir o peso do mundo que seja com um propósito raso e que dê margem pra criação de algo no futuro, a vida só vivida da dor não tem sentido além do pior suicídio possível. 

Não Sei

Eu sinceramente acho diversas vezes que eu sou uma pessoa asquerosa e muito tóxica, sempre penso que meus caprichos influenciam na vida de quem me cerca.
Nunca fui de negligenciar o sentimentos dos outros, ora, o que aconteceu comigo, por onde andei que me fiz tão apático aos alheios que me cercam sem querer.
Sempre fui problemático e isso nunca foi tão espantoso quanto agora, a vida adulta te cobra e eu me sinto a própria cobra, enveneno quem se aproxima.


por onde andei? o Titulo responde.