sexta-feira, 29 de abril de 2022

só teclei coisas sem pensar

 Ontem conversei bastante com minha madrasta. que eu considero minha mãe, sobre algumas coisas que claramente estavam nos incomodando, ai cada um falou um pouco sobre as próprias coisas. ficou tudo mais leve depois eu acredito. Mas puta que pariu, muito frustrante só aceitar como tudo é. Pessoas são muito complicadas. não sei se tudo as vezes é só paranoia minha ou as pessoas realmente mudam comigo. Parece que tudo é sempre amor ou ódio. tento ficar na neutralidade, sem expressão. Não quero nunca mais surtar, todas as vezes foram horríveis de lidar no dia seguinte. Já estraguei natal, ano novo. processo de cura. Em todos episódios é assim, transformo tudo em volta em um inferno e depois é como se nada tivesse acontecido. sou implosivo. pra mim surtar tenho que perder os freios, sem remédio e bebendo alcool é um gatilho. O assustador é que eu sou muito sem expressão forte, quando surto as pessoas tendem a não gostar mais de mim, e tá tudo bem não gostar mesmo, é algo feio; as pessoas realmente buscam isso. o surto. parece que as pessoas querem te ver muito mal e ai validam o que tu sofre. 

Não digo nem no facebook que tenho esse temperamento, nunca disse o que fiz. Se as pessoas soubessem cada coisa merda ridícula que eu já fiz por surto de raiva não iam mais nem querer ficar perto de mim; Porque realmente não sou eu no momento, é raiva pura ódio carente. que precisa tocar alguém pra liberar tudo, infelizmente adoece as pessoas em volta, por isso sempre acho que tudo é culpa minha, nunca fico na decisão dos meus pais, eu não quero atrapalhar em nada, eu só vivo essa casualidade me sentindo um parasita inútil. Empatia não existe de verdade, o ser humano escolhe o que sente por algum caso ou alguém, eu nunca faria mal pra ninguém mas as pessoas dizem com prioridade que fariam, o monstro sentimental sou eu, porém nunca vou fingir apego se eu não tenho, nem vou fingir amor, se não tenho, nem culpa. se eu não sentir; O peso de sentir tudo sem filtro é o meu castigo, a raiva a purgação, e tristeza das pessoas depois é a absolvição do mundo me curando, mostrando que a tristeza que eu sinto foi capaz das pessoas sentirem nem que seja um pouco, depois de anos a empatia fica real, e a doença se torna o que eu sou, o que eu sempre fui e o que as pessoas negligenciam.

quarta-feira, 27 de abril de 2022

Não sei se é certo realmente esperar

 Tem textos aqui que eu escreve praticamente como se fosse me matar na hora que eu escrevo, só que são formas de desabafar, talvez em um desses textos seja realmente meu fim, mas a maioria das vezes eu não faço nada além de chorar e depois ver que sou só mais uma pessoa de merda mal. Eu nunca conseguirei, eu acredito, racionalmente me matar antes do meu pai morrer, caso eu morra antes dele morrer foi sem querer, devido uso de alguma coisa que usei pra me chapar caseira. Mas nunca foi realmente morte racional antes disso, eu vivo pelos outros, infelizmente vai ser assim até o fim, acredito eu nisso, não consigo nem imaginar pelo menos na época de agora como minha morte afetaria a vida das pessoas próximas, no ponto de realmente prejudicar o futuro delas, talvez eu esteja me dando a importância exagerada, mas no fundo sinto realmente o apego das pessoas comigo, é algo muito bom, porém me prende aqui. Não sei se tudo isso é bom, se essa expectativa de morte venha depois da morte de tal pessoa que eu nunca iria querer machucar. Talvez isso tudo que eu faça, os textos, as formas de me expressar aqui sejam reais venenos, que eu mesmo me dou, não consigo ser funcional e dependo das pessoas pra tudo que é básico de sobrevivência humana, porém isso que eu faço é sempre um adeus, eu sei que sou suicida, e que eu vou sim me matar, porém essa espera seja um incentivo e expectativa tão grande que seja pior para as pessoas se eu me matasse agora.

Se finjo, finjo errado


 Preciso escrever sobre como algumas pessoas enxergam essa questão de alguém não conseguir trabalhar, não conseguir sair de casa pra formar uma família ou vida. Muitas pessoas acham isso de mim, como se eu amasse e achasse perfeito a vida que eu levo, tudo é justificado, afinal, quem não trabalha é um encostado, um vagabundo explorador. Infelizmente isso me tira muito minha paz, porque não tem como mostrar que nada é o que parece, eu nunca peço nada pros meus pais, minha vida se resume em existir, as vezes eu ganho dinheiro, mas ajudo onde posso, porque a sensação de inutilidade que eu sinto me impede de não ligar que se eu não for útil de alguma forma, ninguém vai mesmo gostar de mim. Eu não sinto nada durante todos os dias, só confusão mental, me recluso mentalmente, apenas com expressões básicas e frases automáticas, tudo sem os remédios tem cor exagerada até a escuridão parece muito mais escura, mais chamativa. Meu pai foi pra santa catarina pra tentar mudar algumas coisas na vida, melhorar a qualidade de vida, então eu fico um tempo na minha dinda, e outra na minha mãedrasta. Aqui na dinda eu tenho mais tempo livre e consigo filtrar melhor sem fingir tanto, porém nunca tem melhora, eu não sou o que as pessoas conheceram sem remédio. Eu de verdade sou um relógio com defeito, que nunca mostra o horário certo, mas uma hora acerta os ponteiros travados. Se meu pai não existisse, eu já teria ido embora. Não tenho nada, nunca peço nada, nunca pedi por atenção de estranhos, os julgamentos nunca terminam depois da morte, mas a consequência de uma vida fica na consciência. Eu não quero nada além de morrer. NADA além de poder morrer sem causar estragos, se causa estrago eu adio, adio desde sempre. Meu vínculo é a compreensão que meu pai tem. Estragar o remeço dele não é uma opção pra mim. Eu nunca pedi pra me notarem, eu só quero viver essa existência miserável sem problemas. Se eu finjo tudo que eu sinto, se eu sou um aproveitador eu aprendo errado como fazer isso. Tudo que eu tenho eu dou, porque eu não quero NADA, um nada não poderia querer outra coisa além do anonimato até o ultimo suspiro.


segunda-feira, 25 de abril de 2022

 Não consigo evitar que cada despedida seja um adeus


domingo, 24 de abril de 2022

Tragédia. tragédia é sempre tragédia.

 Parece que eu volto pra essa tela em branco, escrever mais coisas negativas, mas que se eu não escrever vou pirar de vez, não tenho esse direto. Me sinto aqui preso nessa vida que eu não desejo, nada mais brilha quando eu olho pro céu. Sabe que eu sou o filho do meio, o que viu o começo das sensações e o fim. Todos meus irmãos se deram aparentemente bem na sua própria existência, eu não caibo na minha própria pele, busquei caber de todos os sentidos, não adianta, não sou daqui dessa forma de vida. 

Como tudo foi chegando nesse momento desesperador, onde meu conforto vem de um passado simples com meus amigos na escola, como pode ter passado tão rápido, tínhamos o mundo inteiro ali, naquelas 4 horas. 

Não consigo mais falar sobre nada que eu sinto com pessoas que eu devia conseguir dizer de uma maneira simples. Fiquei preso nas minhas próprias agonias e nada nem ninguém consegue me tirar daqui. O limbo é eterno e a dor também, comigo eu levo ela sem peso. Meu peito dói todos os dias, parece que eu vou enfartar, não posso ficar mal, a minha existência é cômoda, algo que se mantem em controle, as pessoas sabem que tudo que eu faço é brincar de existir, coisas simples não consigo fazer, mas sair pra transar eu consigo ? tudo tem o peso de ser falso. Se tudo que eu fiz e faço em vida é fingir, minha morte é a cena mais surreal. A tragédia é sempre tragédia... O que eu to tentando evitar ? Deus... a dor que eu sinto não tem medição, eu me sinto mal todos os dias, o vazio de existir, sou uma pessoa grata por tudo, nunca reclamo, sei que tenho sorte de ter pessoas que gostem de mim, mas esse peso da vida. Eu sou uma pessoa inútil, não posso ser funcional porque no fundo é o que eu sempre fui. Um erro que se envolveu com as coisas bonitas da vida. 

não sei mesmo o que eu to tentando evitar, tragédia é sempre tragédia. Meu maior medo é isso interferir na vida das pessoas, eu mesmo morrendo seria a causa de mais conflito nas pessoas, mesmo sendo a coisa mais humana pra se fazer, aceitar que eu nunca conseguiria envelhecer, ficar bem, casar, ter filhos, fazer churrascos nos domingos, ensinar meus sobrinhos a tocar violão, mostrar bandas de rock. 

Desculpem, mas mesmo meus irmãos nunca me viram, eu sou invisível, desculpem por querer ser visto e quando me olham me esconder. O que eu faço pra evitar algo que é inevitável ? Quem eu quero enganar, meu corpo morto vai ser encontrado por parentes, minhas roupas vão ser guardadas, doadas ou jogadas fora, o buraco que eu irei abrir no coração e na vida de quem eu toquei, o que diabos eu to tentando evitar ? Dizer que eu sou infeliz ajuda ? estrago a vida das pessoas mesmo morrendo. Ninguém tem como entender que respirar começou a doer fisicamente, minha mente espalha a dor fisicamente pra não sobrecarregar. Meu fim é a questão, minha morte segue acontecendo enquanto vivo.

Desculpem, mas não existiria solução, são dois egoísmos aqui, o meu e o de vocês. 

Eu vivo morto, mas morto eu vivo na lembrança de vocês. Morto eu vivo o meu maior proposito, sair dessa jaula que nunca me agradou.

😵


 

sábado, 16 de abril de 2022

volte a dormir

Tava lendo sobre blogs pró-suicido e os de prevenção, parece muito q eu faço parte dessa realidade bizarra. Ninguém além de uma amiga que conheci no tinder segue esse blog, não tem relevância. Mas eu posso aceitar que pode ser perigoso pra mentes fracas. Queria saber em que momento a influência ruim de tudo na minha volta virou apenas a minha própria desordem filtrada. Eu não sei expressar meus sentimentos, meu cérebro é defeituoso, eu tenho classificação. F60.3 e todas as coisas ruins que ela traz junto. Problemas de autoimagem, problemas com a forma que eu enxergo a comida, problemas em manter pensamentos constantes. Sou um grande lixo e tudo nesse blog diz isso, um verme egoísta. Espero que a vida seja generosa com as pessoas felizes, porque esse lado da moeda dói muito. 

Tudo que me prende nessa existência é meu pai, tudo que eu penso me leva nele sofrendo por ser um filho problemático. Não sei manter relações, eu nunca saio com pessoas visando relação amorosa. Eu vi meu corpo crescendo e se tornando adulto aos poucos e eu não acompanhei isso mentalmente. TODOS na minha volta cresceram e vivem a vida de forma saudável. Viver nunca foi algo que eu soubesse fazer, não consigo sair de casa para lugares longes sem ficar a noite toda vendo o trajeto pra não acontecer nada errado, eu não consigo dizer o que eu quero dizer com a merda da minha boca. Eu me prendi dentro de mim mesmo e em egoísmo puro agora eu torço pelo fim. A coragem necessária, o momento propício, o ultimo e verdadeiro suspiro. 

Não podem controlar o que o mundo virou, não podem ignorar sem serem falsos a merda que tudo se tornou, parabéns pelo mundo perfeito, as estatísticas morrem num tempo razoável para dizer que um dia existiram. Nada lembra do suicídio, o protagonista não recebe menos que 3 meses de luto e tudo volta a girar como se tudo fosse por um motivo. Deixa eu dizer que meu motivo vive muito mais do que eu, eu vivo esperando, esperando, esperando... Um da meu tempo vai finalmente chegar no fim e eu vou inexistir. Eu anseio pela morte, por favor me leve pro limbo onde tudo é igual, onde minha penitência é a escuridão de ficar com minha mente comigo para todo sempre.

quinta-feira, 14 de abril de 2022

Desabout

 o tempo passa cada vez mais estranho, eu não faço nada de útil durante o dia, faço algumas tarefas pra ajudar e de resto eu não faço nada. Realmente muito frustrante ser tão problemático assim, mesmo com os medicamentos eu ainda tenho muitas limitações com a fobia social e a minha falta de atenção. Depois dos meus 21 começaram a realmente entender que eu não sou como os outros jovens adultos que criam metas e cumprem elas. Eu me faço dependente das pessoas assim como elas me fizeram a pessoa que elas não podem viver sem, dizem elas que eu sou importante, eu realmente acredito no carinho dessas pessoas comigo, enfim, entenderam ? é o ciclo que nunca termina. Vivo por comodidade, eu escuto minhas músicas e me visto de forma que quero, estranha, o pouco de liberdade que eu tenho é a intelectual, que não é grande coisa, tudo que eu opino no final é subjetivo, porém pras pessoas que escutam acham que eu posso ser só uma pessoa sensível mal compreendida. 

Minha vida é uma grande piada, e eu sei que tudo vem de muito antes de eu pensar em ser alguém, todos meus laços são de certa forma totalmente passionais. As pessoas nunca aceitam a morte consumada, então eu vivo ela em vida. Tudo muda menos eu. Meu medo é esse meu fim ter impacto em vidas que não gostaria de afetar, mas tudo que eu posto parece que é o que eu quero, que as pessoas leiam o que eu escrevia e sintam minha dor, que é muito babaca da minha parte né, mas se eu não escrever eu não vou existir.