sexta-feira, 25 de abril de 2025

Nada inevitável

 Oi, vim falar sobre tentativas frustradas de suicídios que me assombram. Tempos atras eu tentei me suicidar tomando aspirina com álcool, já tentei com asfixia mecânica. A real é que eu nunca quis de fato sofrer, minha vida irresponsável, meu temperamento antissocial e anos trancada no quarto, me fizeram conservar um rosto jovem e uma idade que nunca me dão. Meus amores de fogo de palha, minha arte dissimulada. Quem eu nao fui nessa vida ? Você que conviveu comigo, com uma versão minha criada, meus gostos aleatórios. A vida e morte, eu vivi mais a morte que a vida em vida.

Esses tempos pensei em me atirar ao mar, eu planejei colocar pesos em um uma mochila e me atirar na praia da joaquina, afundar até a escuridão do mar. Por tempos eu tratei a morte como um pavor que nunca descrevi aqui, obvio que sempre quis morrer, então por qual razão não parti ainda ? Pra desbloquear esse medo de viver a dor dos outros após minha morte, corrói no ultimo instante, aquele segundo que a morte te toma pela mão e diz findar toda dor. Como o amor de alguém me faz sofrer ? Então eu espero agora destravar de vez essa conexão terrível criada pela minha mente. A morte é a solução, após isso eu descansarei finalmente, meu corpo, minhas vestes, meus muitos livros, minhas camisas de banda, meu violão e tudo mais que um dia eu fui em extensão, não mais importará, não terei parte com mais nada e nem tenho que pensar nisso em vida. A vida é escolha, sofrer enquanto viva é eterno.

 Espero que o nó não se desfaça, que a empatia e o remorso se desliguem e eu possa enfim partir.

“Recuperando as memórias do que eu fiz

Um tempo junto ao seu lado, fui feliz…

Quem sabe um dia eu te encontro, por ai…

Será que ainda vai lembrar... De mim?”