domingo, 19 de janeiro de 2025

Desde os 11 anos penso em Morrer

 bem, desde os meus 11 anos de idade eu lembro de pensar em morrer, eu sentia uma agonia tão forte no peito que me fazia perder a noite toda de sono, já fui sem dormir várias vezes na escola e isso me fez ter muita dificuldade em aprender alguma coisa na escola, tirando meu problema de visão que sempre me afeou bastante nos estudos, a falta de energia necessária também foram muito desagradáveis para mim.

Sempre pensava em morrer, começou com sumir vez outra, deixar de existir, até eu ter certeza de que a vida me fazia mal. Desde então eu venho tentando me matar, de forma bem falha, sempre me faltava a real motivação, eu sempre achava que se ficasse viva alguns dias ou meses algo incrível aconteceria e tudo mudaria, coisa que minha idade não me deixa mais acreditar. Com a idade eu fui pesquisando formas melhores de morrer, métodos mais limpos, menos feios, pois quero morrer linda, sempre tive fixação com minha aparência, afinal eu nasci no corpo errado. A vida me expulsa desse plano como um diabo foge da cruz, ela me repele, a vida nunca me foi atrativa. Sei bem das mazelas do mundo, das guerras, das injustiças, da falta de amor. Sempre pensei muito sobre as coisas, pesquisei muito cedo sobre coisas pesadas pra uma criança entender, ainda adulta não as entendo, das grandes frases filosóficas, fiquei eu com apenas o peso delas, nenhuma forma de evoluir como pessoa, sempre regredindo e regredindo, rumo ao buraco do cemitério. 

Briguei muito com meus pais, porém aqui não vou focar em brigas, porque isso aqui é um conforto estranho que deixo pra vocês, não quero fazer com que pensem muito sobre isso depois da minha morte, quero que vocês entendem de uma vez por todas que esse era meu destino e nada poderia fazer eu percorrer outro caminho. Eu nasci para morrer, nunca fui feliz em vida, em nenhum momento a felicidade foi algo que me buscasse e me levasse pra passear, a felicidade sempre foi uma descarga de dopamina barata e depois sumia, momentos fugazes que já não me satisfazem nem me dão alívio,

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