Todo esse tempo procrastinando minha morte me fez odiar as pessoas, odiar toda a natureza delas. Não tem absolutamente ninguém nessa terra que me faça brilhar o olhar. Antes de tudo amargar, do meu coração petrificar, era diferente pensar que o erro da minha doença era minha própria mente, porém agora eu sinto que o mundo não caminha pra lugar agradável, todos nós somos lixos desprezíveis e a única coisa que se salva desse planeta são os animais e a santa natureza. Humanos me dão nojo. Uma hora ou outra eu parto, isso é inevitável. Sair disso nem que seja com 27 anos ou mais não muda o fato. Despejo meu ódio e despejo a cada ser humano existente. Sem revolta, sem tentativa de mudança, apenas minha fria apatia. Que os vermes consumam suas carnes em vida.
Engulam suas falsidades, engulam suas palavras mentirosas. Acreditar no outro é realmente algo valoroso que se perdeu de mim. Eu morri, diversas e diversas vezes.
Nunca fui atrás de procurar armas para me matar, sempre optei por métodos mais caseiros. Porém a ideia de uma bala na minha cabeça me faz entrar em êxtase eterno.
Nenhum comentário:
Postar um comentário